quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Uma síntese cultural, Capinan e verdade.

No ínicio dos 50 os meios de comunicação massivos se popularizaram e passaram a se chamar indústria Cultural se tornando responsável pela grandiosa máquina de produção de ídolos, gostos e estilos. Disseminando muitas culturas pelo mundo a fora.
Muitas pessoas viraram estrelas rapidamente e na mesma velocidade desapareceram. E há ainda aqueles que foram formadores de opiniões, verdadeiros gênios da sua época e foram esquecidos pela maioria da população atual.
Esse será o ponto em que eu irei chegar com meus posts no blog. Discutirei pessoas que foram deixadas no passado e pessoas que nem chegaram a aparecer na grande mídia, mas que com suas verdades deixam marcas e fazem a diferença no meio em que vivem. Ou simplismente tem uma história interessante para deixar de legado.



O primeiro escolhido é o poeta e compositor José Carlos Capinan de 68 anos. Baiano de Esplanada, tem uma grande história artística que se mantem desconhecida para a maioria.


Viveu na pequena cidade até os 19 anos quando se mudou para a capital baiana para estudar na Universidade Federal da Bahia o curso de Direito,onde depois de alguns anos também cursou medicina e artes cênicas. Dono de grande talento e sensibilidade artística, Capinan foi um dos percursores do Tropicalismo no Brasil e junto com Caetano Veloso, Gilberto Gil dentre outros baianos fizeram sua arte acontecer.
Em 1967, Capinan vence o Festival De Música Brasileira com a canção "Ponteio" ( parceria com Edu Lobo).
Junto com Gil compôs a canção " Soy loco por ti America" em homenagem a morte de Che Guevara, além da canção Papel Marchê que fez junto com João Bosco, sem contar muitas outras canções que você pode conferir no site..
Em uma entrevista que deu a pouco tempo para a revista Muito do Jornal A tarde vinculado na Bahia, Capinan fala de seus novos projetos que incluem a mostra do Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira que preside,localizado na cidade de Salvador.
Capinan é considerado um dos grandes letristas da sua geração e tem obras valiosas para que isso seja feito. E com a sua história, podemos enxergar que a cultura nasce em todos os pequenos pedaços de mundo, até naqueles em que poderiam nem existir.




por Marília Macedo

Um comentário:

Joãozinho disse...

Há uma lista enorme de esquecidos. De esquecidos, e de nem expostos pra grande mídia. O que é uma pena.

Mas isso de esquecer e voltar e esquecer de novo, meio q já tá embutido na cabeça das pessoas, e do público...infelizmente tbm =/

Belo post, não conhecia muita coisa do Capinan. =)